Webinar II – Interseccionalidade das lutas: direitos ambientais, culturais e sociais

Interseccionalidade nas lutas pelo aceso aos direitos fundamentais e universais, das lutas feministas, da diversidade sexual, antirracista e ambiental.

A interseccionalidade funciona como uma ferramenta analítica para estudar e entender as maneiras que entrecruzam as identidades e como estes cruzamentos contribuem nas experiencias de opressão ou privilégio. A interseccionalidade se baseia nas ideias de que cada pessoa vive múltiplas identidades derivadas das relações sociais e históricas, assim como da forma de operar as estruturas de poder. As pessoas pertencem a mais de uma comunidade e podem experimentar opressões e privilégios de maneira simultânea.

A análise intersetorial tem como objetivo revelar as identidades variadas e expor as diversas formas de discriminação, neste caso sobre as pessoas imigrantes, como produto da combinação de identidades. Esta combinação não é a soma dos distintos fatores, mas a geração de uma nova realidade produto da sobreposição dos mesmos. A aplicação da interseccionalidade na ação da política social busca realizar uma abordagem mais precisa e eficiente que trate de maneira desigual aos desiguais. Para eles, é necessário considerar os fatores que fazem a forma de exploração e dominação como é o patriarcado heteronormativo, o racismo, a xenofobia, a discriminação por razões de deficiência, a opressão de classe, as condições ambientais, dentro de distintos sistemas sociais.

Essa perspectiva é chave para a compreensão dos complexos processos migratórios, a partir de uma leitura profunda de como os diferentes sistemas de opressão sociais, ambientais, se inter-relacionam e reproduzem, determinando as trajetórias de migração assim como as experiências nos países de trânsito e receptores desta migração.

Neste sentido, também é necessário entender a racialização das pessoas migrantes nos países que recebem essas correntes migratórias e como isto, junto ao seu gênero e sua situação de pobreza, determinam as condições de inserção na estrutura social, as condições de emprego e o acesso a serviços básicos como a moradia, saúde, educação e aos benefícios sociais.

Abordar a realidade desde a ótica da intersecionalidade também permite centrar-se nos contextos particulares, nas experiencias específicas e em aspectos qualitativos que fazem a igualdade e a não discriminação. Esta perspectiva propõe retomar como um fator revelador para a investigação social, os relatos e testemunhos sobre as moradias, as ações e as lutas das pessoas que habitam a periferia do poder, e que fornecem informações de acordo com as suas diversas identidades e descrevem como determinados mecanismos e políticas configuram as vidas das pessoas afetadas.

Incrições: https://www.eventbrite.com.br/e/webinar-fsem2021-migracoes-direitos-ambientais-sociais-e-culturais-registration-133234165977?aff=ebdssbonlinesearch

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